Sarah Santos

A publicidade e o universo feminino

Essa semana, li um artigo muito interessante sobre como a mídia influencia o comportamento feminino. Já notaram como a publicidade abusa do apelo estético para se comunicar com as mulheres?

Basta observar os comerciais da TV. São sempre corpos esculturais, rostos angelicais e muita atitude. Uma espécie de mensagem subliminar que diz: “Para ser tão linda quanto ela, use esse produto”.

Eu confesso que quase comprei o Total Shape, aquele aparelho “milagroso” da Polishop. Enquanto você come um Big Tasty, ele fica lá, vibrando na sua cintura, fazendo seu serviço por você.

Esse meu anseio por uma silhueta perfeita é reflexo de como aquela propaganda conseguiu mexer com o meu ego. A modelo magérrima, malhando toda feliz, me fez acreditar que eu também poderia ser como ela.

Essa busca por modelos ideais acontece através do  processo de emulação, que é o desejo do indivíduo de se igualar com estereótipos.

A publicidade utiliza dessa relação de emulação em seu discurso persuasivo para mexer com a emoção feminina.
A mulher contemporânea é cada vez mais fiel à ditadura estética. Para ela, conquistar um espaço na sociedade significa investir em  imagem:

“Quer ser chamada de “pretty woman” por Richard Gere? Use Niely”.

“Que tal conquistar o corpo perfeito? Tome o Diet Shake, da Nutrilatina”.

“Sua pele vai parar no tempo com o novo creme antienvelhecimento do Boticário”.

Refletindo sobre esse tema, lembrei-me do case da Dove. Gosto muito do posicionamento assumido pela empresa para se comunicar com o universo feminino.

O sucesso mundial da campanha Pela Beleza Real mostra um universo que valoriza a beleza da mulher em sua individualidade. O propósito da marca é fazer com que a mulher se sinta bonita como ela é:

A linha de verão  O Sol nasceu para todas aposta na valorização da diversidade que, consequentemente, gera a venda do seu mix de produtos.

“Não é por acaso que a nossa percepção de beleza seja tão distorcida”. Essa é a mensagem final do vídeo criado pela Dove. O filme mostra como a publicidade cria padrões inexistentes de beleza.

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