Além de redatora, atriz, cantora e ex-BBB, sou uma excelente dona de casa.
Eu a máquina de lavar, por exemplo, temos uma relação quase telepática. Jogo sabão, fecho a tampa, viro o botão e despeço-me da desta agradável geringonça até ouvir “o bipe”, que mais parece um diálogo:
- Queridinha, lavei toda roupa para você não estragar as unhas. Agora é a sua vez de cumprir o árduo trabalho de estendê-las, ok?
Numa dessas aventuras domiciliares, notei que o sabão que me acompanhou por toda a vida foi descaradamente substituído. O multiação mais branquinho do Brasil perdeu seu trono para uma marca nova, mais econômica.
- Mãe, cadê o OMO?
- Estava muito caro! Usa esse aí que é bom também.
A lição dessa história? Quanto maior a competição, menor a fidelidade.
Em tempos onde a qualidade já não é diferencial estratégico, o cliente ficou mais exigente e aberto às novas experiências.
O consumidor não quer ser a mulher fiel. Quer se amante, cortejada, admirada, livre para múltiplos relacionamentos.
Veja bem: esse comentário não é uma crítica às mulheres distintas, nem a marca líder de mercado (eu não seria tão idiota). Aliás, a Unilever sabe como ninguém humanizar marcas.
E se até ela está exposta à concorrência, acredite quando eu digo: comunicação institucional é tudo.
Se a sua empresa só investe em comunicação mercadológica, ela não fideliza, apenas agrega valores a curto prazo.
Oferecer produtos de qualidade é questão de sobrevivência. Oferecer relacionamento é questão estratégica.
Como anda o seu Share Of Mind? Qual lembrança sua marca desperta nas pessoas?
Uma imagem corporativa positiva – ICP – vende ética, transparência e responsabilidade social. Por isso, invista em uma comunicação mais humana, viva e integrada com a sociedade.
Sua imagem é o seu maior produto. E, neste caso, se sujar não faz bem!













