Sarah Santos

Texto, imagem e Rock and Roll

Sacada legal da agência Lua Branca para o dia das mães.

A comunicação foi feita especialmente para o público alvo da rádio Kiss FM, fãs de rock que conhecem bem as referências musicais citadas no anúncio: Mick Jagger, Paul Maccartney e Eddie Van Halen.

Os gênios dessa criação substituíram a tradicional imagem “Mãe e filho” pela imagem de uma rosa e uma guitarra.

O título do anúncio  já diz tudo.

Anúncio Dia das Mães

Anúncio Dia das Mães

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Coisas que toda agência deve saber – Parte II (Diretor de Criação)

Toda agência precisa de um diretor de criação.

Por mais que você acredite que o seu layout vermelho com bolinhas amarelas esteja ótimo, esse profissional poderá ajudá-lo a repensar seus conceitos e encontrar o melhor caminho.

Não estou dizendo que redatores e diretores de arte não consigam fazer um bom trabalho, mas não podemos negar que toda campanha precisa de um gerenciamento criativo.

Por isso,  não veja o diretor de criação como um carrasco que sente prazer em matar suas sacadas.

Se sua ideia for boa, ele saberá exatamente como aplicá-la ao projeto.

Imagine se todas as ideias fossem adiante sem o olhar crítico do diretor de criação.

Imaginou? Agora veja a falta que faz esse profissional…

Coisas que toda agência deve saber – Parte I (Redator)

1- Se sua empresa não tem um redator, terceirize esse serviço. Colocar o marketing ou o RH para fazer textos pode ser um tiro no pé.

2- Quando uma campanha for bem sucedida, não entregue todos os méritos ao diretor de arte. Você vai cultivar o ódio mortal do redator. Em vez de palavras, ele vai divulgar palavrões.

3- Não pergunte ao redator o significado de todas as palavras que você ouvir por aí. Gostamos de português, mas não somos dicionários. Outro dia, me perguntaram o que é cotiledôneo. Oras, vai consultar o Aurélio!

4- Redator não palpita, dá excelentíssimas ideias.

5- Se sua empresa reconhece o valor desse profissional, parabéns. Se não, fique atento aos resultados.

E não diga que eu não avisei…

Mamãe não merecia isso.

Mamãe não merecia isso.

Até as ovelhas entraram na onda digital.

Até as ovelhas entraram na onda digital.

Acho que não vai sobrar grana para o papel.

Acho que não vai sobrar grana para o papel.

Verdura cem agrotóxio = cumida çaldavel

Verdura cem agrotóxio = cumida çaldavel

No teto pode?

No teto pode?

Pelo menos ele respeitou o novo acordo ortográfico. Retirou o trema de linguiça.

Pelo menos ele respeitou o novo acordo ortográfico. Retirou o trema de linguiça.

Intertextualidade – Nada se cria, tudo se copia

Não se assuste com o título deste post. Não pretendo fazer aqui nenhuma apologia ao plágio ou a apropriação de ideias alheias.

Quero falar sobre Intertextualidade, um método amplamente explorado na literatura e no campo científico.

A técnica funciona como uma espécie de diálogo entre textos, no qual um texto faz referência a outro. Pense em quantas vezes que você precisou encher seus projetos acadêmicos com citações de outros autores só para alcançar a quantidade de páginas exigidas pelo professor…

Na publicidade, a Intertextualidade ganha caráter criativo. Existem milhares de anúncios que fazem indicações implícitas ou explícitas (sejam eles verbais ou não-verbais) a outros textos.

Podemos dividi-lo basicamente em dois processos distintos: a paráfrase e a paródia.

A paráfrase não faz uma citação direta de outro texto, mas reafirma seu sentindo em outras palavras.
O anúncio da campanha contra AIDS está diretamente associado à capa do filme Beleza Americana. A sensualidade em ambas as imagens formam uma relação intertextual.

Beleza AmericanaCampanha AIDS

O anúncio da margarina Amélia faz alusão à música Ai Que Saudades Da Amélia, composição de Ataulfo Alves.
O produto mantém o sentido do texto original. Ele pretende ser único e insubstituível como a musa da canção.

Alusão

Já a paródia pretende ridicularizar, polemizar ou contestar outros textos, transformando seu sentido original em uma nova interpretação da realidade.
Carlos Moreno e seu rol de imitações representam como ninguém, o sucesso da paródia nas campanhas publicitárias:

Campanha Bombril

A intertextualidade não depende somente da criatividade do redator publicitário, mas do conhecimento que o consumidor tem sobre sua referência.
Se você não soubesse quem é Marta Suplicy ou nunca tivesse assistido Kill Bill, você entenderia os anúncios abaixo?

CitaçãoAlusão

Lição de Hoje: Criar relações com outros textos é uma preciosa técnica publicitária, porém, é importante considerar sempre o conhecimento de mundo e a compreensão do seu público- alvo. Afinal, mas que uma grande sacada, o redator precisa vender seu produto.

Como criar nomes para marcas On-line

Em meio aos inacreditáveis trabalhos da pós-graduação, finalmente consegui terminar a leitura do livro “As 11 consagradas leis de marcas na Internet”, escrito por Al e Laura Ries e emprestado pela minha amiga Fernanda Naves.

A leitura é indicada para aqueles que se interessam pelo mundo do marketing digital. O capítulo “A lei do nome próprio” é particularmente muito interessante para os redatores publicitários de plantão, pois apresenta algumas dicas básicas de como criar nomes para marcas on-line.

Mas qual é a diferença entre criar nomes para as marcas on-line e offline?

Toda.

blog2No mundo físico, por exemplo, você pode chamar uma academia de “Corpo Perfeito”, pois a estrutura física do ambiente, o layout e diversos outros elementos fazem com que o consumidor associe imediatamente o nome ao negócio.

E no espaço virtual? Você faria a mesma associação se encontrasse esse nome isolado na internet?
“Corpo Perfeito” pode ser uma clínica estética, um SPA, uma loja de roupas, uma marca de alimentos ou mesmo uma  “casa de massagem”.

Apostar em nomes genéricos na Internet é investir em uma grande cilada. Lembre-se que o consumidor on-line não vai perder seu precioso tempo tentando descobrir o que a sua marca vende, por isso é fundamental que o nome do seu negócio seja eficaz.

Seja único

Escolha nomes próprios e singulares. Definitivamente, McDonald’s é melhor que Burger King.

www.esquecionomedessa#%@&*.com.br

Não invente nomes longos. Escolha algo fácil de memorizar.

Isso é código Morse?

Escolha nomes simples. Schwab é curto, mas não é simples. Coca-cola é curto e simples. Embora possua 8 letras, a marca utiliza aliterações, repetições de sons idênticos ou semelhantes. Assim, o nome Coca- Cola é formado por apenas 4 letras e a repetição da sílaba CO.

Pegadinha do malandro!

Choque seus consumidores e mexa com suas emoções. Aposto que quando você leu pela primeira vez o termo Yahoo! achou jovem e irreverente.

Tal pai, tal filho

Dê mais vida à sua marca. Faça referencia ao nome do criador do produto. Você já ouviu falar em  Ford Chrysler, Calvin Klein, Gillete, Michael Dell?

Essas são apenas algumas das dicas que podem ajudá-lo na criação de uma marca online. Porém, antes de aplicá-las, conheça os hábitos dos internautas e acima de tudo, ofereça um conteúdo relevante. Afinal, estamos escrevendo para consumidores exigentes, práticos e que sabem exatamente o que procuram.

Anúncio Dia da Mulher – Parte II

Minha homenagem ao Dia da Mulher.

Espero que gostem!

Dia das Mulheres

E para combinar…

Anúncio Dia das Mulheres – Parte I

Olha que legal os anúncios criados pela agência Full Jazz para o Dia Internacional da Mulher.

O redator substitui as pieguices tradicionais da data por um texto bem humorado e criativo.

Finalmente, mensagens que não comparam mulheres com flores, nem retratam sua sofrida história para conquistar um espaço na sociedade.

Dia da Mulher

Dia da Mulher

Dia da Mulher

Dia da Mulher

Sobre a Vírgula

Excelente texto criado para a campanha dos 100 anos da ABI- Associação Brasileira de Imprensa.
O anúncio mostra a importância do jornalismo sério e comprometido com a notícia.  Nesse contexto, a vírgula simboliza a maneira com que os fatos são divulgados. Afinal, uma vírgula faz toda a diferença…

Vírgula pode ser uma pausa… ou não.virgula
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.



Minha homenagem ao Dia do Publicitário

Dia do publicitário

Pelos poderes de Greyskull! Eu tenho a força.

Quando eu era criança, adorava brincar de heroína. Reunia a vizinhança, amarrava um lençol no pescoço e inventava super poderes.

Brincávamos de He-Man (embora eu achasse seu cabelo cafonérrimo) e Capitão Planeta (sempre que ele dizia “O poder é de vocês”, me sentia uma guardiã da natureza).

O mais engraçado dessa baboseira nostálgica é perceber que todos nós temos um herói de infância.

São personagens fictícios ou reais, que, de algum modo, influenciaram nosso comportamento, nossas atitudes.

A publicidade sabe disso. Por isso, diariamente,  marcas e produtos transformam-se em verdadeiros heróis.

É a famosa técnica de “Criação de Inimigos”.

Os anunciantes criam situações inusitadas com vilões (imaginários ou reais), que ameaçam a ordem e a satisfação do consumidor.

O homem, que sente necessidade de seguir um modelo social, percebe na imagem do “produto Herói”, a solução para seus problemas.

J. A. C. Brown já discutia essa questão em seu livro, “Técnicas de Persuasão”. Através de um discurso autoritário, esses estereótipos determinam regras à sociedade e neutralizam a reação do consumidor acerca do produto.

Os anúncios abaixo ilustram bem esse artifício de persuasão:

Anúncio 1

Inimigo - A caspa

Solução - Compre o shampoo anti-caspa.

Imagem 2

Inimigo – Os insetos

Solução - Para combater os insetos, use Baygon.

Redatores, lembrem-se:
Tem sempre um vilão à espera de um mocinho…